Segundo o serviço de estrangeiros e fronteiras a Guiné-Bissau não consta no "top 5" dos países que recorrem aos decumentos falsos,...
Segundo o serviço de estrangeiros e fronteiras a Guiné-Bissau não consta no "top 5" dos países que recorrem aos decumentos falsos, os cidadãos da Guineenses são a maior preocupação das autoridades. Neste caso, os inspetores nem esperam que o avião chegue a Portugal. Sempre que há um voo proveniente de Bissau, os inspetores deslocam-se à capital guineense para fazer o controlo à porta do avião.
“Vamos todos os meses, várias vezes, à Guiné-Bissau. Uma equipa do SEF sai daqui no voo Lisboa-Bissau, e lá, antes dos passageiros do voo Bissau-Lisboa embarcarem, à porta do avião verifica toda a documentação. Se é genuína, se é valida para entrar em Portugal e no espaço Schengen. Caso haja alguma irregularidade essa pessoa já não embarca. Quando o voo chega a Lisboa vem limpo. É o chamado controlo pré-boarding”, explica o responsável.
“O voo da Guiné-Bissau sempre trouxe muita fraude para Lisboa”, diz o inspetor do SEF à Renascença. “Em cerca de 50% dos voos detetamos fraudes. Vários tipos de fraude, desde residências contrafeitas, páginas biográficas falsas, uso de documentos alheios”, elenca Carlos Albino.
De acordo com o responsável do SEF, esta prática acontece há cinco anos, desde o episódio em que 74 sírios embarcaram em Bissau com documentos falsos e depois da tripulação da TAP ter sido ameaçada pelas próprias autoridades guineenses.

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